9 DE
JULHO
SANTA
PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS, VIRGEM
Memória
Santa Paulina do Coração
Agonizante de Jesus (1865-1942) – Nasceu em Trento (Itália),
batizada com o nome de Amábile Lúcia. Junto com sua família, ainda muito jovem
emigrou para o Brasil, residindo em Nova Trento, Santa Catarina. Amábile, com a permissão
do pai, construiu um casebre onde se dedicava à oração e ao
cuidado dos mais necessitados. Fundou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição,
trocando o nome para Irmã Paulina do Coração
Agonizante de Jesus. Faleceu na Casa Geral de sua Congregação, em
São Paulo, no dia 9 de julho de 1942. Foi beatificada (1991) e canonizada
(2002) por São João Paulo II.
Do Comum
das Virgens: para uma Virgem
Ofício
das Leituras
V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
*
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Aleluia.
Esta
introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das
Leituras.
Hino
O
mais suave dos hinos
entoe o povo de Deus,
pois eis que hoje uma virgem
subiu à glória dos céus.
No
exílio ainda da terra,
já se entregava ao louvor;
agora, junta-se aos santos
nos mesmos hinos de amor.
A
frágil carne domando,
rosa entre espinhos floriu;
calcando as pompas do mundo,
do Cristo os passos seguiu.
As
suas preces ouvindo,
Jesus nos dê sua mão,
sempre a guiar nossos passos
para a celeste mansão.
Ao
Pai e ao Espírito unido,
nós te adoramos, Jesus:
caminho estreito e seguro
que à vida eterna conduz.
Salmodia
Ant. 1 Virgem sábia
e vigilante, já brilhais na eterna glória
com Jesus, o eterno Verbo, vosso Esposo imaculado.
Salmo 18 (19) A
Louvor ao Deus Criador
O sol que nasce do alto nos visitará, para
dirigir nossos passos no caminho da paz (Lc 1,78.79).
–2 Os
céus proclamam a glória do Senhor, *
e o firmamento, a obra de suas mãos;
–3 o dia ao dia
transmite esta mensagem, *
a noite à noite publica esta notícia.
–4 Não
são discursos nem frases ou palavras, *
nem são vozes que possam ser ouvidas;
–5 seu som ressoa e
se espalha em toda a terra, *
chega aos confins do universo a sua voz.
–6 Armou
no alto uma tenda para o sol; *
ele desponta no céu e se levanta
– como um esposo do quarto nupcial, *
como um herói exultante em seu caminho.
–7 De
um extremo do céu põe-se a correr *
e vai traçando o seu rastro luminoso,
– até que possa chegar ao outro extremo, *
e nada pode fugir ao seu calor.
–
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
*
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Virgem
sábia e vigilante, já brilhais na eterna glória
com Jesus, o eterno Verbo, vosso Esposo imaculado.
Ant. 2 Todo o amor eu consagrei
a Jesus Cristo, meu Senhor;
e o preferi aos bens do mundo e à glória desta terra.
Salmo 44(45)
I
=2 Transborda um poema do meu
coração; †
vou cantar-vos, ó Rei, esta minha canção; *
minha língua é qual pena de um ágil escriba.
=3 Sois tão belo, o
mais belo entre os filhos dos homens! †
Vossos lábios espalham a graça, o encanto, *
porque Deus, para sempre, vos deu sua bênção.
–4 Levai
vossa espada de glória no flanco, *
herói valoroso, no vosso esplendor;
–5 saí para a luta no
carro de guerra *
em defesa da fé, da justiça e verdade!
= Vossa mão vos ensine valentes proezas, †
6 vossas flechas
agudas abatam os povos *
e firam no seu coração o inimigo!
=7 Vosso trono, ó
Deus, é eterno, é sem fim; †
vosso cetro real é sinal de justiça: *
8 Vós amais a justiça
e odiais a maldade.
= É por isso que Deus vos ungiu com seu óleo, †
deu-vos mais alegria que aos vossos amigos. *
9 Vossas
vestes exalam preciosos perfumes.
– De ebúrneos palácios os sons vos deleitam. *
10 As filhas de reis
vêm ao vosso encontro,
– e à vossa direita se encontra a rainha *
com veste esplendente de ouro de Ofir.
–
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
*
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Todo
o amor eu consagrei a Jesus Cristo, meu Senhor;
e o preferi aos bens do mundo e à glória desta terra.
Ant. 3 O Rei se encantou com a vossa
beleza;
prestai-lhe homenagem: é o vosso Senhor!
II
–11 Escutai, minha filha,
olhai, ouvi isto: *
“Esquecei vosso povo e a casa paterna!
–12 Que o Rei se
encante com vossa beleza! *
Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!
–13 O povo de Tiro
vos traz seus presentes, *
os grandes do povo vos pedem favores.
–14 Majestosa, a
princesa real vem chegando, *
vestida de ricos brocados de ouro.
–15 Em vestes
vistosas ao Rei se dirige, *
e as virgens amigas lhe formam cortejo;
–16 entre cantos de
festa e com grande alegria, *
ingressam, então, no palácio real”.
–17 Deixareis vossos
pais, mas tereis muitos filhos; *
fareis deles os reis soberanos da terra.
–18 Cantarei vosso
nome de idade em idade, *
para sempre haverão de louvar-vos os povos!
–
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
*
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. O Rei se encantou com a vossa beleza;
prestai-lhe homenagem: é o vosso Senhor!
V. O caminho da vida me ensinais.
R. Delícia eterna e alegria ao vosso lado.
Primeira leitura
Da
Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 7,25-40
A virgindade cristã
Irmãos: 25A
respeito das pessoas solteiras, não tenho nenhum mandamento do Senhor. Mas, como
alguém que, por misericórdia de Deus, merece confiança, dou uma opinião: 26Penso que,em razão das angústias presentes, é vantajoso não
se casar, é bom cada qual estar assim. 27Estás
ligado a uma mulher? Não procures desligar-te. Não estás ligado a nenhuma
mulher? Não procures ligar-te. 28Se,
porém, casares, não pecas. E, se a virgem se casar,
não peca. Mas as pessoas casadas terão as tribulações da vida matrimonial; e eu
gostaria de poupar-vos isso. 29Eudigo,
irmãos: o tempo está abreviado. Então, que, doravante, os que têm mulher vivam
como senão tivessem mulher; 30e
os que choram, como se não choras em, e os que estão alegres, como se não
estivessem alegres, e os que fazem compras, como se não possuíssem adquirindo
coisa alguma; 31e os que
usam do mundo, como se dele não estivessem gozando. Pois a figura deste mundo
passa. 32Eu gostaria que
estivésseis livres de preocupações. O homem não casado é solícito pelas coisas
do Senhor e procura agradar ao Senhor. 33O
casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher 34e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher
não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser
santas de corpo e espírito. Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do
mundo e procura agradar aoseu marido. 35Digo isto para o vosso próprio bem e não
para vos armar um laço. O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor,
permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações.
36Se alguém, transbordando de paixão,
acha que não vai poder respeitar sua noiva, e que as coisas devem seguir o seu
curso, faça o que quiser; não peca; que se casem. 37Quem, ao contrário, por uma firme
convicção, sem constrangimento, mas por livre vontade, resolver espeitar a sua
noiva, fará bem. 38Portanto,
quem se casa com sua noiva faz bem, e quem não se casa procede melhor. 39A mulher está ligada ao marido enquanto
ele vive; uma vez que o marido faleça, ela fica livre de casar com quem quiser,
mas só no Senhor. 40Mais
feliz será ela se permanecer assim, conforme meu conselho. Pois também creio
ter o Espírito de Deus.
Responsório
R. O Rei se encantou
com a tua beleza, que ele criou; * É teu Deus, é teu Rei, teu Senhor,
teu Esposo. V. Recebeste
o dote de Deus, teu Esposo: redenção, santidade,
enfeites e jóias. * É o teu Deus.
Segunda leitura
Do
Decreto Perfectae caritatis sobre
a renovação da vida religiosa, do Concílio Vaticano II
(N.1.5.6.12)
(Séc.XX)
A Igreja segue seu único esposo
Desde os primórdios da Igreja, existiram homens e mulheres
que pela prática dos conselhos evangélicos se propuseram seguir a Cristo com
maior liberdade e imitá-lo mais de perto, levando, cada qual a seu modo, uma
vida consagrada a Deus. Muitos dentre eles, movidos pelo Espírito Santo, ou
passaram a vida na solidão ou fundaram famílias religiosas, que a Igreja de boa
vontade acolheu e aprovou com sua autoridade. Assim surgiu, por desígnio de
Deus, uma admirável variedade de comunidades religiosas, que muito contribuiu
para que a Igreja não apenas esteja qualificada para toda boa obra (cf.
2Tm 3,17) e preparada para o exercício do seu ministério, para edificar
o Corpo de Cristo (cf. Ef 4, 12), mas
também, enriquecida com os vários dons de seus filhos, se apresente qual
esposa enfeitada para o seu marido (Ap 21,1) e, através dela, se
manifeste a multiforme sabedoria de Deus (Ef
3,10).
Em tão grande variedade de dons, todos os que são chamados à
prática dos conselhos evangélicos, e os professam com fidelidade, consagram-se
de maneira especial ao Senhor, seguindo a Cristo que, sendo virgem e pobre,
redimiu e santificou os homens pela obediência até a morte de cruz (cf.
Fl 2,8). Movidos assim pela caridade que o Espírito Santo derramou em seus
corações, vivem cada vez mais para Cristo e para o seu corpo, isto é, a
Igreja (Cl 1,24). Por conseguinte, quanto mais fervorosamente se unem
a Cristo, por essa doação de si mesmos que abrange a vida toda, tanto mais se
enriquece a vida da Igreja e mais vigorosamente fecundo se torna seu
apostolado.
Os membros de cada instituto recordem antes de mais nada
que, pela profissão dos conselhos evangélicos, responderam a um chamado divino,
de forma que não apenas morrendo para o pecado, mas também renunciando ao
mundo, vivam exclusivamente para Deus. Colocaram toda a sua vida ao serviço de
Deus, o que constitui uma consagração especial, que está intimamente radicada
na consagração do batismo e a exprime mais plenamente.
Os que professam os conselhos evangélicos, acima de tudo,
busquem e amem a Deus, que primeiro nos amou; e procurem em todas as
circunstâncias cultivar a vida escondida com Cristo em Deus, da qual deriva e
recebe estímulo o amor do próximo para a salvação do mundo e a edificação da
Igreja. É também esta caridade que anima e dirige a
própria prática dos conselhos evangélicos.
A caridade que os religiosos professam por causa do
Reino dos Céus (Mt 19,12) deve ser considerada como um precioso dom da
graça. Liberta de modo singular o coração do homem para que se inflame mais na
caridade para com Deus e para com todos os homens; por isso ela é um sinal
peculiar dos bens celestes e um meio eficacíssimo para levar os religiosos a se
dedicarem generosamente ao serviço de Deus e às obras de apostolado. Assim,
eles dão testemunho, perante todos os fiéis cristãos, daquela admirável união
estabelecida por Deus e que há de manifestar-se plenamente na vida futura, pela
qual a Igreja tem a Cristo como seu único Esposo.
Responsório
R. Virgem de Cristo, como é grande
a tua beleza! * Do Senhor
tu mereceste receber a coroa da perpétua virgindade.
V. Nada pode arrebatar-te
a grande glória da tua virgindade consagrada, nem separar-te do amor de Jesus Cristo. * Do Senhor.
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que conduzistes santa Paulina
pelo caminho da santidade através das provações,
do trabalho humilde e da oração
constante, concedei-nos, por sua intercessão,
suportar com fortaleza os sofrimentos de cada dia e servir com generosidade os
mais necessitados. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do
Espírito Santo.
R. Amém.
Conclusão da Hora
V. Bendigamos
ao Senhor.
R. Graças a Deus.