Sexta-feira após o 2º Domingo depois de Pentecostes
SAGRADO
CORAÇÃO DE JESUS
Solenidade
OFÍCIO
DAS LEITURAS
V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
*
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Aleluia.
Esta introdução se omite quando o Invitatório precede
imediatamente ao Ofício das Leituras.
Hino
Coração, arca santa, guardando
não a lei que aos antigos foi dada,
mas o dom duma nova Aliança,
no perdão e na graça firmada.
Coração, sois o novo Sacrário
da Aliança do céu com a terra,
Templo novo, mais santo que o velho,
véu que o Santo dos Santos encerra.
Vosso lado por nós foi aberto,
revelando ao olhar dos mortais
as raízes do amor invisível,
da ternura com que nos amais.
Sois sinal do amor infinito
de Jesus, que por nós se entregou,
e na cruz, sacerdote perfeito,
a perfeita oblação consumou.
Tal amor, haverá quem não ame?
Quem lhe possa ficar insensível?
Quem não busque, na paz deste lado,
o refúgio, a morada invisível?
Esta graça esperamos do Pai
e do Espírito Santo também:
no fiel Coração de Jesus
para sempre habitarmos. Amém.
Salmodia
Ant.1 Em vós está a fonte
da vida; na torrente de vossas delícias vós nos dais
de beber água viva.
Salmo 35(36)
–2 O pecado sussurra
ao ímpio *
lá no fundo do seu coração;
– o temor do Senhor, nosso Deus, *
não existe perante seus olhos.
–3 Lisonjeia a si
mesmo pensando: *
'Ninguém vê nem condena o meu crime!'
–4 Traz na boca
maldade e engano; *
já não quer refletir e agir bem.
=5 Arquiteta a
maldade em seu leito, †
nos caminhos errados insiste *
e não quer afastar-se do mal.
–6 Vosso amor chega
aos céus, ó Senhor, *
chega às nuvens a vossa verdade.
–7 Como as altas
montanhas eternas *
é a vossa justiça, Senhor;
– e os vossos juízos superam *
os abismos profundos dos mares.
– Os animais e os homens salvais: *
8 quão preciosa é,
Senhor, vossa graça!
– Eis que os filhos dos homens se abrigam*
sob a sombra das asas de Deus.
–9 Na abundância de
vossa morada, *
eles vêm saciar-se de bens.
– Vós lhes dais de beber água viva, *
na torrente das vossas delícias.
–10 Pois em vós está
a fonte da vida, *
e em vossa luz contemplamos a luz.
–11 Conservai aos
fiéis vossa graça, *
e aos retos, a vossa justiça!
–12 Não me pisem os
pés dos soberbos, *
nem me expulsem as mãos dos malvados!
–13 Os
perversos, tremendo, caíram *
e não podem erguer-se do chão.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
*
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Em vós está a fonte
da vida; na torrente de vossas delícias vós nos dais
de beber água viva.
Ant.2 Quando em mim o coração
desfalecia, conduzistes-me às alturas do rochedo.
Salmo 60(61)
–2 Escutai, ó Senhor Deus,
minha oração, *
atendei à minha prece, ao meu clamor!
–3 Dos confins do
universo a vós eu clamo, *
e em mim o coração já desfalece.
– Conduzi-me às alturas do rochedo, *
e deixai-me descansar nesse lugar!
–4 Porque sois o meu
refúgio e fortaleza, *
torre forte na presença do inimigo.
–5 Quem
me dera morar sempre em vossa casa *
e abrigar-me à proteção de vossas asas!
–6 Pois ouvistes, ó
Senhor, minhas promessas, *
e me fizestes tomar parte em vossa herança.
–7 Acrescentai ao
nosso rei dias aos dias, *
e seus anos durem muitas gerações!
–8 Reine sempre na
presença do Senhor, *
vossa verdade e vossa graça o conservem!
–9 Então sempre
cantarei o vosso nome *
e cumprirei minhas promessas dia a dia.
–
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
*
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Quando em mim o coração
desfalecia, conduzistes-me às alturas do rochedo.
Ant.3 Os confins do universo
contemplaram a salvação do nosso Deus.
Salmo 97(98)
–1 Cantai ao Senhor Deus
um canto novo, *
porque ele fez prodígios!
– Sua mão e o seu braço forte e santo *
alcançaram-lhe a vitória.
–2 O Senhor fez
conhecer a salvação,*
e às nações, sua justiça;
–3 recordou o seu
amor sempre fiel *
pela casa de Israel.
– Os confins do universo contemplaram *
a salvação do nosso Deus.
–4 Aclamai o Senhor
Deus, ó terra inteira, *
alegrai-vos e exultai!
–5 Cantai
salmos ao Senhor ao som da harpa *
e da cítara suave!
–6 Aclamai, com os
clarins e as trombetas, *
ao Senhor, o nosso Rei!
–7 Aplauda o mar com
todo ser que nele vive, *
o mundo inteiro e toda gente!
–8 As montanhas e os
rios batam palmas *
e exultem de alegria,
–9 na presença do
Senhor, pois ele vem, *
vem julgar a terra inteira.
– Julgará o universo com justiça *
e as nações com equidade.
–
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
*
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Os confins do universo
contemplaram a salvação do nosso Deus.
V. Eu recordo os grandes feitos
do Senhor.
R. E relembro os seus prodígios
do passado.
Primeira leitura
Da
Carta de São Paulo aos Romanos 8,28-39
O amor de Deus manifesta-se em Cristo
Irmãos: 28Sabemos
que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são
chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. 29Pois aqueles que Deus contemplou com seu
amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu
Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. 30E aqueles que Deus predestinou, também os
chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos,
também os glorificou.
31Depois
disto, que nos resta dizer? Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32Deus que não poupou seu próprio filho, mas
o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com ele? 33Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus,
que os declara justos? 34Quem
condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou, e está, à
direita de Deus, intercedendo por nós? 35Quem
nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez?
Perigo? Espada? 36Pois é
assim que está escrito: “Por tua causa somos entregues à morte, o dia todo;
fomos tidos como ovelhas destinadas ao matadouro”.
37Mas,
em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! 38Tenho a certeza que nem a morte, nem a
vida, nem os anjos, nem os poderes celestiais, nem o presente nem o futuro, nem
as forças cósmicas, 39nem a
altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar
do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Responsório Ef 2,5.4b.7a
R. Quando estávamos
mortos por nossos pecados, deu-nos vida em seu Cristo,
* Pelo amor sem limites,
com que Deus nos amou. V. A
fim de mostrar, nos tempos vindouros, a imensa
riqueza da graça de Cristo. * Pelo
amor.
Segunda leitura
Das
Obras de São Boaventura, bispo
(Opusculum 3, Lignum
vitae, 29-30.47 Opera omnia 8,79)
(Séc. XIII)
Em vós está a fonte da vida
Considera, ó homem redimido, quem é aquele que por
tua causa está pregado na cruz, qual a sua dignidade e grandeza. A sua morte dá
a vida aos mortos; por sua morte choram o céu e a terra, e fendem-se até as
pedras mais duras. Para que, do lado de Cristo morto na cruz, se formasse a
Igreja e se cumprisse a Escritura que diz: Olharão para aquele que
transpassaram (Jo 19,37), a divina Providência permitiu que um dos
soldados lhe abrisse com a lança o sagrado lado, de onde jorraram sangue e
água. Este é o preço da nossa salvação. Saído daquela fonte divina, isto é, no
íntimo do seu Coração, iria dar aos sacramentos da Igreja o poder de conferir a
vida da graça, tornando-se para os que já vivem em Cristo bebida da fonte
viva que jorra para a vida eterna (Jo 4,14).
Levanta-te, pois, tu que amas a Cristo, sê como a
pomba que faz o seu ninho na borda do rochedo (Jr 48,28), e
aí, como o pássaro que encontrou sua morada (cf. Sl 83,4), não cesses de estar vigilante; aí esconde como a
andorinha os filhos nascidos do casto amor; aí aproxima teus lábios para beber
a água das fontes do Salvador (cf. Is 12,3).
Pois esta é a fonte que brota no meio do
paraíso e, dividida em quatro rios (cf. Gn
2,10), se derrama nos corações dos fiéis para irrigar e fecundar a terra
inteira. Acorre com vivo desejo a esta fonte de vida e de luz, quem quer que
sejas, ó alma consagrada a Deus, e exclama com todas as forças do teu coração:
“Ó inefável beleza do Deus altíssimo e puríssimo esplendor da luz eterna, vida
que vivifica toda vida, luz que ilumina toda luz e conserva em perpétuo
esplendor a multidão dos astros, que desde a primeira aurora resplandecem
diante do trono da vossa divindade.
Ó eterno e inacessível, brilhante e suave
manancial daquela fonte oculta aos olhos de todos os mortais! Sois profundidade
infinita, altura sem limite, amplidão sem medida, pureza sem mancha!” De ti procede o rio que vem trazer alegria à cidade de
Deus (Sl 45,5), para que entre vozes de
júbilo e contentamento (cf. Sl 41,5) possamos cantar
hinos de louvor ao vosso nome, sabendo por experiência que em vós está
a fonte da vida, e em vossa luz contemplamos a luz (Sl 35,10).
Responsório Sl 102(103),2.4; 33(34),9a
R. Bendize,
ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum
de seus favores! * Da sepultura
ele salva a tua vida e te cerca
de carinho e compaixão. V. Provai
e vede quão suave é o Senhor! * Da sepultura.
TE DEUM (A VÓS, Ó DEUS, LOUVAMOS)
Hino
A vós, ó Deus, louvamos,
a vós, Senhor, cantamos.
A vós, Eterno Pai,
adora toda a terra.
A
vós cantam os anjos,
os céus e seus poderes:
Sois Santo, Santo, Santo,
Senhor, Deus do universo!
Proclamam
céus e terra
a vossa imensa glória.
A vós celebra o coro
glorioso dos Apóstolos,
Vos
louva dos Profetas
a nobre multidão
e o luminoso exército
dos vossos santos Mártires.
A
vós por toda a terra
proclama a Santa Igreja,
ó Pai onipotente,
de imensa majestade,
e
adora juntamente
o vosso Filho único,
Deus vivo e verdadeiro,
e ao vosso Santo Espírito.
Ó
Cristo, Rei da glória,
do Pai eterno Filho,
nascestes duma Virgem,
a fim de nos salvar.
Sofrendo
vós a morte,
da morte triunfastes,
abrindo aos que têm fé
dos céus o reino eterno.
Sentastes
à direita
de Deus, do Pai na glória.
Nós cremos que de novo
vireis como juiz.
Portanto,
vos pedimos:
salvai os vossos servos,
que vós, Senhor, remistes
com sangue precioso.
Fazei-nos
ser contados,
Senhor, vos suplicamos,
em meio a vossos santos
na vossa eterna glória.
(A parte que se segue pode ser omitida, se for oportuno).
Salvai
o vosso povo.
Senhor, abençoai-o.
Regei-nos e guardai-nos
até a vida eterna.
Senhor,
em cada dia,
fiéis, vos bendizemos,
louvamos vosso nome
agora e pelos séculos.
Dignai-vos,
neste dia,
guardar-nos do pecado.
Senhor, tende piedade
de nós, que a vós clamamos.
Que
desça sobre nós,
Senhor, a vossa graça,
porque em vós pusemos
a nossa confiança.
Fazei
que eu, para sempre,
não seja envergonhado:
Em vós, Senhor, confio,
sois vós minha esperança!
Oração
Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, alegrando-nos
pela solenidade do Coração do vosso Filho, meditemos as maravilhas de seu
amor e possamos receber, desta fonte de vida, uma torrente de graças. Por nosso
Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
R. Amém.
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.